Começando na Pesquisa
e Desenvolvimento

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Normalmente a maneira de começar nessa área é seguir uma carreira acadêmica, de preferência em universidades boas que invistam em pesquisas e tenham interesse em estudos aprofundados, diferentes de outras áreas criativas que possuem uma ampla e prática variedade de cursos técnicos – onde você aprende a mexer em tal equipamento ou a fazer uma arte de x ou y jeito.

Além disso, estando em uma boa universidade, sendo bem dedicado e estudioso, é sempre bom tentar manter contato com professores e tentar chegar em profissionais da área. Por exemplo, se você gostaria de pesquisar sobre o funcionamento dos astros, estando em uma universidade, pode ter o acesso a laboratórios de pesquisa, e isso é um grande passo. Escrever sobre o assunto e tentar ter artigos publicados em revistas de pesquisa é um dos meios de se tornar mais conhecido neste meio. Não é fácil, pois assim como muitas das áreas da economia criativa, você depende muito de ter uma rede de contatos – o famoso networking – para que seu trabalho seja reconhecido. Porém, nessa área, ainda muito ligado ao modelo tradicional, essas publicações de pesquisas costumam ser validadas quando publicadas pela Universidade ou nas mídias de renome da área.

Mesmo sendo difícil, existe muita procura dentro de grandes empresas por produtores de softwares, produtos de consumo, e pesquisadores dentro da especialidade x daquela empresa. De acordo com a Casa Firjan (A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), que pesquisa as indústrias fluminenses e brasileiras, a área de P&D foi o segundo segmento criativo com maior avanço entre 2015 e 2017, atrás somente de publicidade e marketing, e empregou por volta de 156 mil pessoas, em especial no sudeste do país.

Distribuição de empregados formais na área de tecnologia por estado – tabela e fonte: Firjan

Um dos maiores problemas enfrentados é que a grande maioria das pesquisas são fomentadas por instituições públicas, como universidades federais e agências do governo – no cinema brasileiro, outra área criativa, também segue muito esse perfil de “fomento”. A questão que surge com isso é que o dinheiro repassado para pesquisa é parte do dinheiro total que o país faz. Hein? Por exemplo, se a economia do país vai mal, temos menos dinheiro repassado para essa área, e com menos dinheiro os pesquisadores enfrentam problemas na infraestrutura – isso porque muitos precisam de laboratórios e equipamentos caros e difíceis de encontrar em qualquer lugar – para dar continuidade de seus projetos. No último ano, vários pesquisadores de universidades federais como a USP, de São Paulo, tem trabalhado sem ganhar salário – tipo trabalho escravo e amor a profissão?! – e em posições inferiores ao necessário para que os projetos andem para a frente. Não podemos deixar uma indústria criativa tão importante e que pode gerar não só inovação, mas resolução de problemas pra sociedade. Tamu junto?!

Arte da capa: Matt Chinworth

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Sobre Patricia Bernal

Sou fundadora e curadora do portal IH!CRIEI, apaixonada pela transformação que a criatividade humana pode impactar! Atualmente estudo o mercado criativo, transformação digital e tudo que envolve inovação em gestão e negócios criativos. Sou Jornalista, Fotógrafa, Filmmaker, Educadora e Palestrante, além de pesquisadora autônoma. Dentro de nossa classificação pra Economia Criativa, sou da área de Comunicação Instantânea, com especialização em conteúdo Multimídias e em StoryMídias, com especialização em Audiovisual. "Espero contribuir com um conteúdo que inspire e ajude as pessoas a fazer um melhor proveito da criatividade, gestão e autonomia de carreira e negócios nas áreas criativas e no mundo digital". Se quiser conhecer um pouco de meu olhar criativo, acesse www.patriciabernal.me

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