Fotografia e a
Economia Criativa

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Com o advento dos celulares e da câmera digital, a fotografia se popularizou imensamente. Se tornou muito fácil registrar um momento como fotógrafo amador. Mas a fotografia é uma arte muito mais complexa do que isso, em especial para quem quer viver dela e se tornar um prestador de serviços profissional. A palavra Fotografia vem do grego, e seu significado é bem poético: “desenhar com luz e contraste”.

Se você acha que essas inúmeras possibilidades com as novas tecnologias-mobile virou concorrência para fotógrafos profissionais, talvez você deva entender melhor como é o trabalho de uma fotógrafo e esse mercado. Seja você, um aspirante a profissão, um amador, um iniciante ou um profissional ou apenas um curioso em saber como é esse universo da fotografia, fique por aqui que vamos trazer um panorama inicial de como está esse mercado inserido nas artes visuais.

Para começo de conversa, a formação é livre – e muitos fotógrafos são excelentes autodidatas. Mas, fazer um bom curso na área ou até uma graduação, pode ser um ganho de conhecimento extra para sua carreira. Quem preferir ingressar em uma faculdade de Artes Visuais, pode se preparar para 4 anos de estudos. Lá, você aprende muito da técnica e estética desse mundo, história da fotografia e estudos de casos de muita gente boa. Só lá? Claro que não.

É interessante, para fotografia, fazer mais do que aprender a apertar botões na câmera. Estudar composição e iluminação, por exemplo são essenciais. No Brasil, temos muitas faculdades que oferecem o curso de fotografia. A maioria oferece cursos tecnólogos de dois anos, como é o caso da UNIP, Cruzeiro do Sul e Belas Artes. Já a faculdade Senac oferece um bacharelado de quatro anos -> Lembrando que não indicamos nenhuma das universidades ou instituições de ensino citadas, sendo apenas fruto de pesquisa.

Você também pode optar por fazer cursos livres. A Fundação Bradesco e a Universidade de Harvard oferecem cursos livres de fotografia online, ambos gratuitos. Vale a pena dar uma olhada.

O clima da faculdade e a quantidade de experimento que você é desafiado a fazer pode ser um grande start para quem não sabe por onde começar.

O mercado tem ficado cada vez mais competitivo com a ajuda da internet para divulgação, mas continua sempre crescendo. A FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), em 2017, mostrou que existem cerca de 4.300 novos empregos na área, colocando a fotografia como a oitava profissão mais numerosa da área de mídias.

PORTFÓLIO, POR ONDE COMEÇAR?

Uma premissa básica para um bom fotógrafo é ter uma portfólio caprichado. Por onde começar? Abaixo, o canal Fotologia Vlog, dos irmãos Vanassi que são fotógrafos, você confere 5 dicas para ter seu portfólio nota 10! Eles são um dos centenas de fotógrafos que estão no Youtube ensinando e trazendo um conhecimento absurdo pela Internet. Essa é uma área com uma ampla variedade de cursos online e tutoriais infinitos.

E A PARTE TÉCNICA, COMO FICA?

Há uma série de aspectos que você terá que aprender. Desde a parte física de uma câmera, como corpo, lentes, cartões, tripés, flashes, até os conceitos de luz, enquadramento, posição, de câmera, efeitos, e ainda as questões técnicas humanas como direção, produção, arte, enfim, um mundo recheado de conhecimento para você imergir.

Abaixo, vamos dar 2 dicas inicias, do livro “Best Ever Photography”, do premiado fotógrafo Richard L’anson, que viajou pelo mundo por 30 anos e fundou a biblioteca de imagens, Lonely Planet’s. Vamos lá:

1- Tenha controle sobre todo o processo de tirar fotos

Tenha o controle total de sua câmera – ou seja, no modo manual – e esqueça funções automáticas. Essas são funções são ótimas quando você sabe usá-las muito bem e o impacto que elas trarão as suas fotos – e então você pode decidir se realmente é o look que você está procurando. Resumidamente, se você entender a exposição triangular – ISO, shutter speed e abertura do diafragma – então qualquer múltipla opção que você configurar será instintivo.

Isso te permitirá usa as configurações – manual ou automática – com criatividade, porém, no modo manual como você tem controle total, você escolhe o mood, a qualidade e o sentimento que deseja criar através daquela imagem, ao invés de apenas usar a máquina como algo técnico e automático.

Logo, além de saber sobre ISO, shutter speed e abertura do diafragma, você deve entender como usar o flash/luz, lentes, filtros a tripés, tudo se possível muito bem.

2- Aprenda como transformar o poder da luz

A habilidade de transformar uma luz em uma cena extraordinária é uma das mais poderosas ferramentas da fotografia. Você deve ser capaz de “ver” a luz e entender como ela irá se “traduzir” no sensor de sua câmera e impactar as composições para criar uma imagem criativa, tocante e belíssima.

Não existe luz “certa ou errada”. As chaves para uma luz boa é entender sobre cores, qualidade e direção. Os seus olhos devem ser o potencial que irá notar todos os detalhes. Uma das luzes mais bonitas de se trabalhar são as quentes (por exemplo, no por do sol ou no nascer do sol) Se atente também para sombras, texturas e formas que a luz traz aos objetivos.

Bateu a vontade de sair fotografando, né? Então pegue mais algumas dicas com o brasileiro Murilo de Tarso que fala em seu canal sobre 9 investimentos iniciais que você deve fazer pra levar a carreira de fotografia a sério.

Como você pode ver no vídeo, alguns equipamentos são primordiais para você começar com os símbolos e nomes dos equipamentos. O importante é saber que algumas coisas são básicas para você iniciar a sua vida de fotógrafo. Afora os equipamentos – para a produção – você vai precisar aprender sobre pós produção e isso envolve saber melhor com softwares como o Photoshop e o Lightroom, ambos da Adobe.

É importante, num investimento inicial, saber que a câmera não é todo o seu equipamento (ainda tem lentes, flash, entre outros), e não gastar todos os seus recursos com ela. A essência da fotografia não é ter um equipamento super caro. Na verdade, o mercado fotográfico de hoje filtra os profissionais muito mais pela técnica de vendas do que pelas habilidades fotográficas. É um problema da área, mas isso se resolve se você pensar bem em como vender seu produto (ter um site apresentável já ajuda muito). Outro diferencial é ser sempre organizado e sensato com seu workflow e desenvolver sua própria linguagem fotográfica.

ENTRANDO NO MERCADO

A experiência vale muito na fotografia, e existem diversas formas de entrar no mercado. A forma mais comum hoje em dia é publicando seu trabalho em redes sociais. Eventualmente alguém acaba te contatando para fotografar. Você pode fazer um concurso público e trabalhar na perícia, e vale também entrar em grupos de fotógrafos no Facebook para enviar seus portfólios para as vagas que aparecem.

ÁREAS

Existem muitas, mas muitas áreas diferentes para se trabalhar em fotografia. Isso pode depender do tipo de cliente pra quem você vai prestar seus serviços. O cliente que é pessoa física geralmente vai querer um book, fotos de casamento, formatura, newborn (fotografia de recém-nascidos), e outros eventos sociais no geral. Já a pessoa jurídica é uma empresa que vai procurar lucrar em cima da imagem que você fotografou, o que se enquadra na fotografia de publicidade. Dentro da publicidade entra a fotografia de moda, gastronômica, de arquitetura, entre outras. Também existe a opção de fotografia jornalística, fotografia artística ou até mesmo a fotografia mais técnica, como a de perícia.

EVENTOS

Existem vários eventos na área, você pode pesquisar nas redes sociais os mais próximos a você. Eles são ótimos para conhecer o trabalho de quem está bombando no momento e também para ter a chance de divulgar o que você faz. No Brasil, citamos o maior congresso de fotografia de casamento do país, o Wedding Brasil , o Festival de Fotografia de São Paulo, o FotoRio, Recife Image e a Feira FOTOGRAFAR. Em terras gringas, a PhotoKina, na Alemanha, o PhotoIreland na Irlanda e a Eyes On Main Street na Carolina do Norte, EUA.

A Brasileira do Rio Grande do Sul é conhecida por fotografar retratos. Ela ficou mundialmente famosa por ter fotografado capas da revista Times usando o iPhone como equipamento.

Se inspirou? Se você é fotógrafo e gostaria de compartilhar o seu trabalho com a gente, dá um toque nas nossas redes sociais, vamos amar conhecer o que você faz! 😉

É importante enfatizar que não somos especialistas em todas as categorias da indústria criativa, só em algumas como Comunicação Instantânea e StoryMídias. Porém, somos jovens pesquisadores da Economia Criativa e estamos, aos poucos, nos informando, conhecendo e vivenciando cada um dos universos criativos, para ampliar nossa visão de mundo e proporcionar a você uma imersão completa e maior entendimento do por quê esse universo da criatividade humana é tão fascinante, e como você, seja de qual área criativa for ou, caso não seja, trabalhe com os criativos, consiga ampliar sua visão de mundo para gerar inovação em sua atividade profissional e assim obter cada vez mais reconhecimento!

Você pode nos ajudar a construir um conteúdo qualificado e assertivo dando suas sugestões, trazendo seus incômodos e opiniões, seja nos comentários ou redes sociais. Nosso canal mais ativo no momento é o Instagram: @ihcriei. Segue lá!

Estamos atentos e em constante aprendizado! Nos vemos no próximo artigo! E não deixe de nos dizer como você se sentiu ao ler este conteúdo, a gente se importa com você…

>> Colaborou para este artigo, texto e design Camilla Zahn e Patricia Bernal

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Sobre Redação iH!Criei

O Ih!Criei é dedicado a trazer conteúdos especializados sobre as áreas da Economia Criativa, como colocar a Criatividade na Prática e o como trabalhar o Desenvolvimento Humano Criativo e Inovador em uma linguagem multimídia acessível, informal e criativa. Nossa principal visão é de que a criatividade é um valor humano e, como todo valor que contribui para o bem de uma sociedade, deve ser cultivado, compartilhado e praticado. Antes de inovar, é preciso criar.

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