Quanto custa a inovação?

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Se não há orçamento adequado para tornar algo tangível, há uma grande probabilidade da ideia ir por água abaixo ou a estrutura ser precária

Deixa eu te fazer uma pergunta, a sua empresa ou a empresa na qual você trabalha separa um “budget criativo”, de acordo com o que é preciso ter para tirar as ideias do papel ou de acordo com o que se tem disponível? Por experiência de trabalho no mercado criativo, observo que a segunda opção é a majoritária, infelizmente. É algo que precisamos urgentemente mudar em nossa cultura. Seja por falta de compreensão dos processos criativos envolvidos em toda uma ideia ou por desvalorizar o trabalho criativo em si, que essa cultura está enraizada: geralmente o que ocorre é que há um budget geral pré-estabelecido de investimentos em inovação ou produtos criativos para, em seguida, ocorrer uma fragmentação da verba para essas transformações/criações serem feitas.

Ao meu ver, esse é o pior começo para uma ideia sair do papel já que o inverso seria mais estratégico e com propensão a ter menos falhas.   

Antes de sair fazendo o que vem à mente ou aquelas “urgências” para se manter competitivo e atualizado, é preciso, minimamente, fazer uma pesquisa para o entendimento de quanto dinheiro é preciso para tangibilizar uma ideia. E a probabilidade de prejuízos de dinheiro e tempo, aumenta. Tanto para quem cria quanto para quem solicita a criação. Por isso, se não há orçamento adequado para tornar algo tangível, há uma grande probabilidade de acontecer duas coisas: ou a ideia vai por água abaixo durante o processo, gerando perdas de dinheiro, tempo e a história toda que você já deve conhecer, ou, a estrutura envolvida para realizá-la será precária, e quem sofre são os profissionais criativos e os coordenadores da operação, quando não, o cliente ao acessar o produto ou serviço criado.   

Sem contar que pode não se obter os resultados desejados, não porque criar algo é sempre um risco (e por isso não dá pra saber se vai dar certo ou não), mas porque o planejamento financeiro de toda a operação junto a equipe podem ter sido péssimos. É preciso compreender que as áreas de criação também precisam adquirir a cultura do “risco planejado”. Enquanto o fator principal para o desenvolvimento de uma criação ― o dinheiro ― não for bem resolvido, teremos problemas por toda a parte e o famoso “jeito criativo” de fazer muito com nada. Isso não é sustentável. Uma estrutura precária, limitações de um criativo para determinada função e uma ideia aprovada sem a consciência do budget criativo envolvido é um caminho certo para um resultado não satisfatório. 

Um adendo: antes de aprofundarmos na discussão, é bom deixar claro que budget criativo não é somente a “verba de marketing”. O trabalho criativo dentro de uma empresa, que busca inovação, vai muito além deste departamento. 

Tudo que envolve a inovação, envolve a criatividade

Tudo que envolve inovação, envolve criatividade. Memorize essa frase e use-a quando alguém pedir algo novo na sua empresa ou inovador. Por exemplo, se a empresa precisa se aprofundar nos desejos de seu público-alvo é preciso investir em pesquisas internas e externas com todos stakeholders. Ainda nessa linha de hábitos de consumo, é preciso que haja investimentos na parte da tecnologia para trazer novas soluções e possibilidades de negócios, desde modos de operação até novidades de produtos ou serviços para seus clientes. Outro investimento é quando vamos definir onde as pessoas irão se encontrar, seja em um espaço físico ou digital. Quais são os melhores ambientes ou plataformas? Em quais estruturas vamos investir agora para melhorar a comunicação e a produtividade?

Há também investimentos em produtos mais elaborados que devem ser pensados quando a empresa quer ir além da Comunicação Instantânea (uma das 5 categorias na nova classificação IH!CRIEI para a Economia Criativaengloba áreas como Design Gráfico, Multimídias, Artes Visuais e Publicidade & Marketing). Por exemplo, quando se deseja criar experiências criativas e imersivas,  que tragam maior conexão com seu público, e onde eles possam se relacionar com a empresa de uma forma muito mais profunda, como em games, web séries, jogos, livros e etc. E, por fim, quando queremos trazer repertório cultural e experiências diferenciadas para aprender mais sobre outras culturas e, quem sabe, proporcionar conhecimento para novas ideias e conexões entre os colaboradores e os clientes, é importante investir em atividades ou serviços de MultiCulturas, que englobam áreas como Gastronomia, Moda, Artesanato, Música e Dança.

Agora que você está mais consciente de que investir em criatividade para gerar inovação em uma empresa vai muito além da “verba do marketing”, é importante compreender que cada área criativa tem um valor diferente e que não pode vir de um budget fragmentado sem noção. Para te ajudar, tenha em mente cinco elementos iniciais para avaliar quanto custa um produto criativo: complexidade da ideia, impacto desejado, valor agregado e quantidade ou funções dos profissionais envolvidos, tempo de execução e custos operacionais. Esses elementos devem ser respondidos pelos criativos contratados ― e não pelo seu superior,

Se você fizer a lição de casa, há boas chances da ideia sair do papel como se imaginado. E como saber se é hora de mudar ou investir?

Observação é a chave da inovação

Por exemplo, você olha para o site da sua empresa e percebe que pode torná-lo muito mais atrativo e didático para que o cliente tenha a tal da experiência agradável de compra ou mesmo da visualização dos serviços oferecidos a ele; quer também que as pessoas tenham o hábito de voltar para ver o que há de novo; assim como espera que o site seja recomendado pelos clientes/usuários nas suas respectivas redes sociais. E por aí vai. 

Agora, veja que somente neste único produto criativo, no caso o site, você deverá separar um budget criativo que envolve: tecnologia, pesquisa, design, fotografias, audiovisual, multimídias… são muitas áreas a serem consideradas para uma estratégia completa de investimento. Com sua formação e conhecimento atual, já entende como chegar ao melhor resultado em cada uma delas e tem total conhecimento de valores de mercado ― o tangível e o intangível ― e funcionamento de trabalho e estrutura necessárias para um bom resultado? Se sim, ótimo!! Caso contrário, estar consciente disso é o primeiro passo para mudar esse modo de “operar a criatividade e a inovação” da empresa.

Afinal, se o orçamento para a construção de uma ideia já está pré-determinado sem saber com profundidade todas as áreas e funções criativas envolvidas, assim como seus valores e custos, me parece investir numa terra de ninguém. O fato é que se você tiver conhecimento ou curiosidade de saber sobre todas as áreas criativas envolvidas na melhoria de um produto talvez, não se assuste tanto, quando a conta chegar.

“É preciso valorizar cada elemento da construção criativa e, principalmente, fazer com que haja uma sintonia entre todas elas, assim, a obra se torna um trabalho colaborativo de verdade e não uma criação com retalhos de ideias desconexos.”

Insights para não errar 

Para finalizar, é importante saber que irá se deparar com uma série de empresas ou profissionais que surgem com soluções ou serviços para criar suas ideias. Essas soluções custam dinheiro – seja ela pronta ou a ser desenvolvida. Portanto, para não pagar caro demais por uma solução ou barato demais a ponto de você ter dor de cabeça, procure entender a empresa ou profissionais criativos que você irá contratar. Comece com essas perguntas:

  1. Qual é o estilo de trabalho da empresa ou do criativo envolvido? 
  2. Qual é a energia colocada por parte do criativo e dos colaboradores e líderes envolvidos naquela ideia ? 
  3. Qual é a estrutura oferecida de ambas as partes? 
  4. Qual é o tempo necessário do criativo para executar a ideia e par que a sua empresa possa acompanhar e avaliar a construção dela? 

> Artigo Ih!Criei publicados no portal Whow.

Arte da capa: Yukai Du

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Patricia Bernal

Sobre Patricia Bernal

Sou fundadora e curadora do portal IH!CRIEI, apaixonada pela transformação que a criatividade humana pode impactar! Atualmente estudo o mercado criativo, transformação digital e tudo que envolve inovação em gestão e negócios criativos. Sou Jornalista, Fotógrafa, Filmmaker, Educadora e Palestrante, além de pesquisadora autônoma. Dentro de nossa classificação pra Economia Criativa, sou da área de Comunicação Instantânea, com especialização em conteúdo Multimídias e em StoryMídias, com especialização em Audiovisual. "Espero contribuir com um conteúdo que inspire e ajude as pessoas a fazer um melhor proveito da criatividade, gestão e autonomia de carreira e negócios nas áreas criativas e no mundo digital". Se quiser conhecer um pouco de meu olhar criativo, acesse www.patriciabernal.me

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