Conheça formas de produzir e consumir
criatividade no mundo digital

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É hora de aprender coisas novas e compreender como se adaptar às mudanças aceleradas pela pandemia e a tecnologia 

Transformação digital é um tema recorrente nas redes sociais, mídias, eventos e corporações. E, tem ganhado cada vez mais espaço no mercado criativo que, assim como outros, não estava preparado para uma mudança tão instantânea.

Segundo dados da Raconteur, 95% dos profissionais de TI disseram que a prioridade em tecnologia aumentou durante a covid-19. Embora 76% expressam certa preocupação com o impacto a longo prazo da transformação digital que já foram implementadas sem haver boas estratégias ou de fato uma necessidade, diversos modelos de negócios estão ganhando força e crescendo em todas as áreas em que a criatividade é produzida e consumida. 

Para quem está buscando essa mudança, os impactos vão desde a ampliação do alcance de público, o aumento da oferta de serviços e produtos até a criação de novas e diferentes experiências com os clientes ou público. Porém, para acelerar esse processo na prática, é preciso entender quais são as principais barreiras que os profissionais estão enfrentando para desenvolver seus negócios on-line. Neste artigo, vou apresentar alguns exemplos de pequenas, médias e grandes empresas do mercado criativo que estão a todo vapor realizando essa transformação digital ou criando novos modelos de negócios para os seus nichos.

As primeiras barreiras

Mudança de mentalidade, capacitação e recursos financeiros são as primeiras barreiras que travam qualquer profissional ou negócio criativo a pensar, desenvolver e investir no meio digital. Diversos setores como shows, eventos, teatro, espetáculos, rua, vivências, entre outras áreas que tinham seus modelos pautados exclusivamente no presencial, não estavam preparados ou com capital de giro para mudar tão rapidamente. Muitas empresas fecharam e muitos profissionais ficaram estagnados também por não conseguirem se adaptar ou saber por onde começar.

Como mostra o estudo sobre os impactos da covid-19, feito pela FGV este ano, quase metade das empresas criativas tiveram seus projetos suspensos (sem data certa para retomada) e 42,1% tiverem projetos cancelados. Ou seja, apenas um número micro não teve alteração em suas atividades. Além disso, 63,4% das empresas entrevistadas não acreditam que possam funcionar em meio a restrição de circulação de pessoas. 

Isso deixa claro a falta de conhecimento sobre as possibilidades de atuação no mercado digital, além da capacitação e recursos para tal. Ainda que muitos não consigam ou não saibam operar um negócio ou atividade criativa de forma não presencial, o relatório apontou que outras área da economia criativa, como games e softwares, aumentaram suas atividades e rentabilidade devido ao uso de recursos digitais para a produção e comercialização de seus produtos e serviços.

Portanto, é preciso repensar e decidir quais são as possibilidades para cada setor e ver o que temos de soluções já testadas ou o que precisamos criar.

Faça algumas perguntas como por exemplo: Existe algum produto ou serviço que facilite sua ideia ou atividade criativa para o digital? Quais seriam as plataformas que podem servir de modelos de negócio? Quais são as que se pode trabalhar remotamente? O que precisa ser criado que ninguém fez ou o que pode ser melhorado? Que tipos de negócios estão em crescimento nas áreas criativas?

Lembrando que no âmbito individual, quem não puder investir no negócio ou em capacitação, por exemplo, e não quiser depender de iniciativas públicas ou privadas, terá que começar por outros caminhos, como aprender a colaborar e se expor para novas parcerias ou se juntar a outros profissionais que têm o mesmo objetivo ou plano de negócios e já estão mais familiarizados com o digital. 

“A principal questão é fazer com que o mercado criativo repense na possibilidade de usar a tecnologia digital a favor da diversidade de negócios para além do presencial, proporcionando novos caminhos e benefícios tanto para quem a consome, quanto para quem a produz.”

O mercado da criatividade na prática

Embora muitos profissionais criativos ainda não se sintam parte dessa transformação digital, praticamente todos os setores criativos estão no mundo on-line. Na área de multiculturas, por exemplo, quem trabalha com artesanato viu uma grande oportunidade de expandir a venda de seus produtos e se fazer existente. Um exemplo é o e-commerce Tucum Brasil que oferta uma variedade enorme de produtos criados e produzidos por cerca 18 comunidades indígenas brasileiras. Outros como a empresa Artsiber, focada no nicho de produtos para motociclistas e com produção feita por artesãos brasileiros de todo o canto do país, começou sua operação via redes sociais e neste ano lançou seu marketplace com foco na expansão da marca e vendas. 

Já na música, artistas têm feito shows online ofertando experiências intimistas e privadas com os próprios artistas ou rentabilizando através de doações ao vivo quando  abertas ao público. Já na área de eventos, temos o próprio Whow! Festival, focado em inovação para negócios e o mundo corporativo, e a Pixel Show um dos maiores da área criativa, ambos sempre realizados em formato presencial e que agora se preparam para o formato digital. 

Além disso, muitos profissionais criativos têm ampliado suas atividades atuando também nas áreas de capacitação em gestão ou desenvolvimento de carreira. Esse é o caso do canal do youtube Música em Rede, que irá lançar em novembro sua própria plataforma de música com treinamentos, cursos, aulas ao vivo, além da parte burocrática como planilhas, modelos de contratos, checklist, grupos, alerta de editais e festivais para os profissionais da área.

Seguindo nessa linha, vemos a expansão criativa no ensino via streaming, com plataformas como a espanhola Domestika, a peruana Crehana e americana MasterClass que estão revolucionando o mercado de aprendizagem profissional criativa no mundo todo, trazendo formatos e experiências que agrada — e muito! — a esse público, e um tanto diferentes do EaD ofertados por faculdades e universidades. 

Isso sem contar no mercado de freelancers em diversas áreas criativas como animação, roteiro, design que podem atuar de forma independente para o mundo todo ou através do mercado de apps, como Upwork, Fiverr, Twine, Freelancer, Workana entre outros. No Brasil, por exemplo, ainda há um certo preconceito com esse modelo de negócio, por que ele “barateia” a criatividade. Mas, quem trabalha com isso de forma organizada está ganhando muito bem, como você poderá ler no relato para o portal IH!CRIEI, do colombiano David Silva, que vive no Brasil há mais de dois anos e garante conseguir renda de até R$ 6.000,00 por mês nessas plataformas on-line. 

Novas experiências e desafios

E para citar um exemplo de atividade unicamente presencial, o Núcleo Teatro de Imersão tem transformado o modo de contar histórias pelo meio digital através de experiências imersivas de teatro online. Seguindo neste nicho, a startup brasileira Cennarium, oferece via streaming o acesso a espetáculos e peças de teatro do mundo inteiro.

Isso tudo prova que é uma questão de adaptabilidade, criatividade e, principalmente, abrir a mente para novas possibilidades e parcerias.

Tudo são flores? Claro que não.

Sabemos que quem entra para o mundo das plataformas, aplicativos e meio digital sofre com outros fatores. Um deles é saber que o ticket de vendas no digital, ou seja, o valor pago pelo público, tende a ser bem menor do que o presencial por diversas variantes que vão desde a concorrência até o tipo de experiência ofertado.

Logo, o esforço em atrair público e se fazer ser visto e desejado é muito maior. Por outro lado, o fato de estar no on-line, possibilita uma estrutura sem limites físicos e geográficos e com grandes chances de receber o acesso de 100.000 pessoas em invés de 1.200 lugares, o que pode ser bem mais lucrativo, além de impactar muito mais gente. O mesmo vale para a área de serviços que pode chegar demandas do mundo todo — e ter o prazer de receber o pagamento em moedas mais fortes.

Diante disso, temos três constatações:

  1. As áreas criativas têm espaço no mundo digital para diferentes modelos de negócios e trabalho; 
  2. É preciso investir em capacitação em gestão, tecnologia e estratégia para executar e criar produtos novas neste ambiente; 
  3. Incentivar governos, empresas privadas e organizações que valorizam (além do discurso) o mundo da criatividade, a investir em boas ideias, seja para grupos ou profissionais criativos que não possuem o acesso a todas essas oportunidades, seja para os que estiverem cheios de boas intenções de expandir seu talento no mundo digital. 

Agora você já sabe por onde começar, certo?

> Artigo Ih!Criei publicados no portal Whow.

Arte da capa: Scott Balmer

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Patricia Bernal

Sobre Patricia Bernal

Sou fundadora e curadora do portal IH!CRIEI, apaixonada pela transformação que a criatividade humana pode impactar! Atualmente estudo o mercado criativo, transformação digital e tudo que envolve inovação em gestão e negócios criativos. Sou Jornalista, Fotógrafa, Filmmaker, Educadora e Palestrante, além de pesquisadora autônoma. Dentro de nossa classificação pra Economia Criativa, sou da área de Comunicação Instantânea, com especialização em conteúdo Multimídias e em StoryMídias, com especialização em Audiovisual. "Espero contribuir com um conteúdo que inspire e ajude as pessoas a fazer um melhor proveito da criatividade, gestão e autonomia de carreira e negócios nas áreas criativas e no mundo digital". Se quiser conhecer um pouco de meu olhar criativo, acesse www.patriciabernal.me

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