Arquivo do Autor: Patricia Bernal

Sobre Patricia Bernal

Sou fundadora e curadora do portal IH!CRIEI, apaixonada pela transformação que a criatividade humana pode impactar! Atualmente estudo o mercado criativo, transformação digital e tudo que envolve inovação em gestão e negócios criativos. Sou Jornalista, Fotógrafa, Filmmaker, Educadora e Palestrante, além de pesquisadora autônoma. Dentro de nossa classificação pra Economia Criativa, sou da área de Comunicação Instantânea, com especialização em conteúdo Multimídias e em StoryMídias, com especialização em Audiovisual. "Espero contribuir com um conteúdo que inspire e ajude as pessoas a fazer um melhor proveito da criatividade, gestão e autonomia de carreira e negócios nas áreas criativas e no mundo digital". Se quiser conhecer um pouco de meu olhar criativo, acesse www.patriciabernal.me

Onde posso trabalhar com música?

Para começar, vamos entender algumas das áreas que você pode trabalhar na área de MultiCulturas (Nova classificação IH!CRIEI para a Economia Criativa) com especialização em Música:

QUAL O PANORAMA INICIAL DO MERCADO?

Um dos maiores problemas da área é a competitividade e a dificuldade de ser visto. Temos muitos talentos e nem sempre tantas oportunidades de fazer sucesso. Então você precisa ter seu portfólio afiado e mostrar que você de destaca na multidão! Saber que talvez nunca possa chegar no nível de um popstar, e buscar o sucesso por meio dessa motivação poderá ser frustrante. Portanto, concentre-se em se tornar um músico habilidoso, autêntico e que faz o que ama. Vá aos poucos e busque aquelas habilidades técnicas que poderão ampliar a sua criatividade. E o mais importante: fazendo algo que você realmente ama – e aprender ganhar dinheiro com isso de forma sustentável – é o que acreditamos ser o caminho do sucesso profissional na área.

Como a concorrência nesta área é alta, uma vez que através da Internet, os músicos agora podem distribuir seu conteúdo de forma gratuita e sem grandes empecilhos. Um grande passo a ser considerado na história da Indústria da Música. Por isso, um talento bem administrado, uma empatia e conexão com seu público através das redes sociais e um bom desenvolvimento profissional, poderá te ajudar muito!

Recaptulando a ideia: O mercado da música é competitivo. OK. Mas, em contrapartida você pode iniciar usando as plataformas (Spotify, Deezer, Youtube, Vímeo, etc) para criar e expor não só a sua música como a forma como você apresenta ela. Existem sim as agências e empresários que têm seu know how para ajudar nas artimanhas de um bom marketing, mas isso é para os artistas que realmente possuem alguém de confiança e acesso. Antes, era o único jeito de ser visto, mas hoje, estamos na Era da Autonomia (iremos explicar em breve esse conceito IH!CRIEI), portanto, aproveite isso! Aprenda mais sobre carreira, negócios e possibilidades. Se você tem talento, faça networking e procure pessoas que acreditam em você e possam te ajudar também. O mundo está cada vez mais colaborativo! Há muita panelinha e competitividade? Claro! Mas a gente acredita que aqueles que se unirem de verdade e mudarem dessa mentalidade fechada, poderão ser mais felizes na profissão e sair na frente!

QUAL É O SALÁRIO MÉDIO NOS ESTADOS BRASILEIROS

Abaixo, a tabela de 2017 da FIRJAN, mostra um média salarial e a reorganizamos com design@ihcriei para facilitar o seu entendimento. Não há especificações das funções, então o que segue é uma média geral de dentro da área. Um dado muito subjetivo, mas que dá pra ter noção a nível de comparação entre os estados.

Note que alguns estados tem excelentes salários, sendo a média R$3.210, mas que variam de região para região do país como é o caso de Pernambuco, Bahia e Alagoas, (Nordeste), Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina (Sul), Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais (Sudeste), Tocantins, Distrito Federal e Goiás (Norte). Um dado curioso é que o Amapá, estado pouco “popular” no país é onde a remuneração na música é maior. Por que será? Vamos investigar!

Arte da capa: Tania Yakunova

Áreas de estudo e atuação em Brinquedos e Jogos

Todo mundo adora brincar, mesmo que seja adulto. Agora pra que o brinquedo ou aquele game board legal chegue nas suas mãos tem todo um processo, certo? E se você está interessado em trabalhar com isso, vamos ver algumas áreas a seguir:

E o mercado, como que é? Vamos a um dado internacional trazido no livro de John Howkins, “Economia Criativa – Como ganhar dinheiro com ideias criativas”, (Ed. MBooks), de que em 2005 (ou seja, mais de 10 anos atrás), o mercado mundial de jogos era estimado em US$ 22 bilhões, cerca de 40% do mercado mundial, e chegou a apresentar um crescimento na Europa de 21% se comparados a 2000. Segundo ele, a China é o principal produtor de jogos mundiais, chegando a fornecer 95% dos brinquedos comprados na Europa e EUA. Estamos pesquisando ainda, mas acreditamos que no Brasil não seja tão diferente.

Infelizmente há muitos poucos dados disponíveis sobre esse mercado – e por sermos uma somos slow media, queremos trazer a melhor informação pra você, respeitando nosso tempo e análises também. Temos bastante trabalho pela frente para trazer mais informações não só nesta área, como tantas outras criativas.

Já para entrar nesse mercado, é importante você ter alguma formação, se for dentro da área criativa melhor ainda, pois é uma atividade que exige não necessariamente uma técnica específica, mas um olhar criativo, e, em especial, pessoas com talentos em StoryMídias, Comunicação Instantânea e Hábitos Human+Tech, poderão agregar mais ao time estratégico que pensa em um jogo ou brinquedo por conta das habilidades técnicas presentes. Embora não seja uma área muito divulgada como “opção de trabalho”, é possível começar em um estágio – e por isso a faculdade também é importante – em um estúdio ou fábrica de jogos.

Uma unidade do Senac, no Rio de Janeiro abriu ano passado, um curso para criação de jogos de tabuleiro. As aulas apresentam temas como história e estilo de jogos analógicos, storyboard, prototipação, mecânicas, narrativas, estética e documentação. Tem duração de 12 aulas e investimento de R$ 756.

Arte da capa: Matt Chinworth

Como criar um jogo?

Para quem não tem ideia de onde começar, um dos processos de criação de jogos de tabuleiro pode ser pelos livros… histórias já criadas podem ser recriadas em formato de jogo, como é o caso do jogo Quissama, criado pelo professor de inglês, Ricardo Spinelli, e baseado no livro Quissama, de Maicon Tenfen. O jogo demorou 2 anos para ser desenvolvido e, muito provavelmente você não o conhece. A distribuição e divulgação de jogos de tabuleiro no Brasil é um dos fatores de dificuldade que observamos também nesse mercado criativo, assim como o de Games – que está em alta, mas ainda em estágio embrionário de mercado nacional, como os próprios gamers relataram ao @ihcriei. Outras áreas criativas também “sofrem” com essa falta de conhecimento, incentivo e abertura.

Um outro caminho fora os livros é pensar em um tema que gostaria de trabalhar. Corrida, jogos espaciais, policial, agricultura, turismo, guerra e por aí vai. Lembre-se: um jogo é uma história sendo contato por quem joga, mas criada por quem imaginou as diversas possibilidades de acertos e erros. Depois de decidir a temática, deve se pensar na mecânica (ações) do jogo, como é que ele vai funcionar na prática. Existe um site que tem centenas de jogos criados por pessoas do mundo todo – e lá tem muitas mecânicas que você pode se inspirar. É o Board Game Geek, mas se você não está familiarizado com o idioma inglês, pode começar a entender um pouco mais através do canal Fazendo Nerdice, que explica de um jeito descontraído, um pouco sobre as mecânicas dos jogos, clicando aqui.

Depois do processo do como jogar, inicia-se a parte de criação com o designer para tornar real a história. Tem uma ideia, mecânica pronta, e quer fazer acontecer? Algumas empresas como a Game Maker, no Rio de Janeiro, pode ser uma opção. Geralmente eles tem toda a estrutura para desenvolver e criar seu jogo – inclusive partindo do design até a fabricação em si. Deu vontade de criar um jogo? Pois confira algumas dicas valiosas pra quem quer começar nessa área:

1. Assista reviews de jogos

Ver um review de um jogo na internet é muito útil porque você fica conhecendo aquele jogo e já faz uma bela pesquisa de mercado: descobre o que potenciais compradores do seu produto podem ou não gostar.

2. Pense na emoção primeiro

Quando estiver criando um jogo ou brinquedo, pense na emoção que quer que o consumidor tenha, antes mesmo de regras, design, etc. Se você tiver um jogo que prende a atenção e cria a emoção no jogador, e antes de mais nada em você, já está no caminho certo.

3. Faça uma boa propaganda

Hoje em dia, ainda mais com a tecnologia, a frase “a propaganda é a alma do negócio” é muito verdadeira. Você pode criar um produto incrível, mas se ninguém souber dele – ou porque ele é assim tão diferente do que já está no mercado – você não vai ter sucesso, e isso não significa que a sua criação é ruim.

4. Tenha contato com outros criadores e jogadores

Um bom exemplo de lugar para entrar em contato com outros criadores e amantes de jogos de tabuleiro é participar de fóruns online como o Board Game Geek ou o Board Games Designers (ambos em inglês). Você troca experiências, tira dúvidas e pode conhecer pessoas do meio muito legais.

COMO FUNCIONA OS DIREITOS AUTORAIS NESTE MERCADO?

Segundo livro de John Howkins, “Economia Criativa – Como ganhar dinheiro com ideias criativas”, (Ed. MBooks), um brinquedo ou jogo se qualifica para vários tipos de propriedade intelectual. O seu nome pode ter uma marca registrada e seu desenho e elementos artísticos podem ser protegidos por direitos autorais. Por exemplo, o desenho impresso de um jogo de tabuleiro são protegidos como obra artística. Já as regras do jogo, embora sejam a “alma” dele, segundo John, não podem ser protegidas, pelo menos na legislação britânica. E no Brasil? Precisamos pesquisar, e estamos indo atrás disso. Tem áreas criativas que tem mais dados, outras menos, e outras, como essa de jogos e brinquedos praticamente nada. Nos ajude a descobrir também, mais fontes confiáveis, caso você conheça, nos envie um e-mail, agradecemos muito sua colaboração.

Mas lembre-se: este é só o início do processo. É muito importante você saber duas coisas: como funciona o universo de direitos autorais de suas criações e como irá distribuir e fazer dinheiro elas. Ok? Como disse, esse é apenas o início das pesquisas neste mercado, esperamos trazer muito mais pra você.

Arte da capa: Fran Pulido

Onde posso trabalhar fazendo artesanato?

É sempre bom você conhecer um panorama inicial das áreas que poderá trabalhar. Essas atividades são as mais consolidadas, mas nesse universo há tanta variedade que não caberia em um infográfico enxuto. Então, vamos explorar esse começo de tudo?

No artesanato você pode trabalhar com uma variedade absurda de matéria-prima: barro, couro, pedra, folhas, vidro, gesso, cerâmica, tecidos, madeira, metais, sucata, e transformados em bijuterias, bordados, mosaicos, velas, patchwork, caixas, papelaria e itens que não acabam mais.

COMO ANDA O MERCADO?

Os artesãos podem se organizar em núcleos de artesãos, associação, cooperativa, sindicato, federação e confederação. Talvez por isso seja tão complexo mapear e organizar tudo, mas a gente chega lá!

E como está esse universo no mercado brasileiro? Também estamos pesquisando e buscando trazer de forma mais fácil pra você tudo sobre esse mundo, mas a informações são muito diluídas entre os portais e bastante complexa. Por isso, calma, vamos te ajudar a entender de forma fragmentada essa imensidão de conteúdo – para você não desanimar ou se perder meio a tantas siglas, decretos, normas, bases, definições.

A área de artesanato é uma das mais livres em termo de formação, e uma das mais fáceis de se obter êxito sem ter um diploma. Se você gosta do que faz e tem habilidade com as suas mãos já é 70% caminho andado. Os outros 30% dividiríamos em muita prática e muito estudo autodidata, seja com livros, revistas, indo a eventos, e praticando e criando sua arte.

Segundo dados do Sebrae (2013) o nível de escolaridade dos artesãos: 20% tinham superior completo, 41% ensino médio completo e 20% fundamental completo. Dos entrevistados, 60% tinham o artesanato como principal fonte de renda.

COMO É TRABALHAR NESSA ÁREA NO BRASIL?

Em 2015, foram reconhecidos no Brasil, cerca de 10 milhões de artesãos que movimentaram cerca de R$ 70 bilhões por ano. Muitos desses artesãos passaram a abrir um CNPJ, via MEI (Micro Empreendedor Individual) e a trabalhar cada vez mais profissionalmente – embora uma boa parte dos artesãos ainda tome a profissão como hobby.

Vamos analisar mapeamento de base, organizado por Mirshawka, em seu livro, “Economia Criativa: Fonte de Novos Empregos (Volume 1)” (Ed. DVS).

Região Sudeste: Em Minas Gerais, o forte nesta região são os tapetes e colchas feitos em rear manual. Além disso, peças em estanho, além de pedras decorativas talhadas em diferentes tipos de minério. Já em São Paulo temos o tal do “artesanato urbano” que tem como matéria-prima resíduos dos mais variados tipos e que geram belíssimas peças, além das tradicionais cerâmicas ou trançados de fibras vegetais. Para quem é de São Paulo, precisa conhecer a SUTACO, que tem como missão difundir o artesanato no estado.

Região Centro-Oeste: foco no bordado e nas atividades relacionadas à madeira, barro, tapeçaria e trabalho com frutas e sementes. Animais de de porcelana e moringas de barro são bastante comuns no Mato Grosso.

Região Nordeste: O artesanato por esse região é rico e diversificado e muito comum estar relacionado ao barro e a madeira.

Região Norte: Muitos trabalhos com fibras, coquinhos, cerâmicas, pedra-sabão, barro, couro, madeira, látex, entre outros que acabam virando bichinhos, colares, brincos, cestarias, potes e muitos tens de decoração.

Em termos de número, o mercado mundial de artesanato mais sofisticado e avaliado em US$ 3 bilhões de dólares. Já o mercado de massa pode chegar a 15 vezes mais, ou seja, US$ 30 bilhões de dólares.

Viram a importância desse mercado para o sustento local, ou de pessoas que muitas vezes não tem acesso a uma educação com qualidade?

Arte da capa: Yukai Du

Áreas para trabalhar nas
Artes Visuais

Dá uma olhadinha com calma em cada item, depois, só seguir a leitura.

O que achou? Bastante coisa, né? Pois a ideia inicial aqui é trazer um panorama de quais são as possibilidades de trabalho e suas funções. Como são muitas, escolhemos para este artigo a Pintura.

O inspirador mercado de PINTURA pode ser dividido em dois principais: o de pintura de quadros e o de pintura de paredes ou muros – não que esteja restrito a essas duas bases (parede e quadro) mas, de uma maneira geral, essas são as principais. O primeiro, geralmente é visto como uma arte mais sofisticada e cara, sabe aquelas famosas obras de arte, ou artes que são expostas em galerias e exposições? É isso! A arte em si ganha valor por conta de sua originalidade, beleza, singularidade do artista, além da criatividade, é claro. Os lugares onde essas artes são expostas também ajudam na valorização do seu preço de venda ou, ao menos, no reconhecimento daquele artista, o que ajuda muito na sua carreira.

No livro de John Hawkings, Economia Criativa – Como ganhar dinheiro com ideias criativas (ed.MBooks), ele diz que o mercado de artes é um tanto incomum por lidar com obras originais – algo que ninguém nunca viu antes, ou artes raras, que geralmente foram feitas no passado. Isso é outro aspecto valioso e que rende muito dinheiro.

E sabe qual é o modelo de negócio? O baseado na escassez. Vamos entender. Segundo Hawkings, diferente dos outros setores que buscam multiplicar e vender o maior número de cópias possíveis – filmes, música, artesanato, moda, etc – o objetivo da arte de Pintura em Quadro é se valorizar pelo pouco acesso. E ó, vale lembrar que essas artes valiosas não é só de gente morta não. Vejam um exemplo que saiu no Globo.com os valores da obra do artista britânico David Hockney.

E no Brasil, como anda o cenário? Vamos descobrir. Ainda em pesquisa no livro de Hawkings, as obras de arte também se constituem em uma das commodities mais roubadas. Apesar de trabalhos artísticos terem as qualificações para receberem direitos autorais – você pode comprar o direito autoral de um artista – quando se compra uma obra de arte, geralmente se compra só o objeto em si, e não o direito autoral ligado a ela, que continua sendo do artista – e no caso dos mortos – da família ou de quem ele vendeu ou deixou antes de morrer. O que significa na prática que o artista ou sua família podem/devem receber dinheiro sempre que houve transição financeira de uma obra ou uso dessa obra de forma comercial.

Arte da capa: Vários propriet. 

Como começo em Artes Visuais?

A beleza das artes visuais, assim como cinema e outras mídias, música, e várias áreas da Economia Criativa retratam momentos históricos, emoções, o tempo, e tem cada vez mais tido um importante papel como crítica social do mundo ao nosso redor – um exemplo, de grafite com essa proposta é Bansky. Além disso, com a possibilidade de difundir o trabalho na internet, cada vez mais artistas são reconhecidos ao redor do mundo – e podem ter o seu espaço não só como forma de expressão, mas como remuneração pelo seu talento.

A área está indo bem no mercado, como apontado pelo jornal O Globo em 2018. Por exemplo, a SP-Arte que é a maior feira dessa área na América Latina teve um aumento considerável de público e de participantes entre artistas e galerias. Por isso, anime-se!

“As coisas realmente mágicas são as que acontecem bem na frente de você. Muitas vezes você continua procurando beleza, mas já está lá. E se você olhar com um pouco mais de intenção, você vê. “

  – Vik Muniz, artista plástico brasileiro

Para seguir carreira em Artes Visuais, existem diversas formações. Normalmente o estudo das Artes Visuais é composto por treino em desenho, aprendendo técnicas, como observar ângulos, poses, e escolas de estilo, além de estudar grandes artistas como Michelangelo e Caravaggio, treinar o básico de Escultura, ir a fundo na história da arte, etc.

Sendo autodidata, você pode praticar as habilidades que você já tem “naturalmente”, fazer cursos livres on e offline, e aos poucos, ter um portfólio e uma rede de contatos que te ajude a expandir a sua arte, e, se você for bom nisso tudo, poderá evoluir rápido na carreira. Outro jeito mais tradicional é cursar uma faculdade, que ajuda não só no conhecimento, mas em muitos lugares, a valorizar o seu trabalho como um profissional – não que seja essencial, mas mostra que você passou por um processo teórico e técnico, e, caso você queira dar aulas, é uma condição obrigatória ter graduação e pós.

Como gostamos sempre de frizar, os cursos citados a seguir foram achados em nossas pesquisas, e não pela nossa experiência particular, então não podemos opinar se são realmente bons.

Para quem não faz ideia pra onde ir, tem a Faculdade Pitágoras, em Minas Gerais, a Anhembi Morumbi e Cruzeiro do Sul (em vários polos no país), além da Belas Artes, USP e Unicamp no estado de São Paulo – em geral são as mais procuradas. Em Mato Grosso do Sul, você também pode optar pelo Instituto InterClasse. Caso você tenha estudado em alguma dessas instituições, nos mande um e-mail contando sua experiência, queremos saber!

Para quem pensa em seguir a carreira acadêmica, saiba que ela é um meio muito frutífero, tanto para quem dá as aulas quanto para quem ensina – afinal ensinar artes, em qualquer idade, instiga e faz a nossa criatividade crescer e florescer. O Guia do Estudante mostra que pra quem quer ir pra sala de aula, as regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste do país são as com maior número de vagas, fica a dica!

Ou, se você quiser estudar como um hobby, e ver se tem talento, nem que seja como expressão, meditação ou o que for, não hesite em experimentar! Combinado?

Arte da capa: Anastacia Sholik

Qual a importância das artes visuais
para a cultura e forma de expressão?

Que tal fazermos uma pausa pra café e refletir aqui um momento sobre artes?

Vamos pensar. Se formos falar de grafite, podemos dizer que cada artista poderá expressar-se e se comunicar com o mundo através dessa arte, e, quando ela tem carácter de protesto ou reflexão, como é o estilo do artista plástico Bansky, que citamos nesse artigo, muito impactante. Quando você vê uma pintura dele, o que SENTE? Raiva? Indignação? Pena? Dor?

Pois é, é isso que ele quer que você sinta e isso é comunicação visual, por isso são artes visuais, pois elas te dizem algo apenas com imagens. Óbvio, mas nem tanto, né? E o interessante é que quando você vê uma arte dessa no meio da rua, você é impactado de imediato.

Talvez você pare, talvez você ande e não pare de pensar no que acabou de ver….e a mensagem que aquela arte quis trazer é uma reflexão, uma forma de expressão individual. E o que importa? Oras! Isso conecta! É mensagem de pessoa pra pessoa. Não há intenção de vender nada. De entreter, nenhum pouco. É a mensagem de uma pessoa que sente como você, e diz muito sem falar nada. Isso é arte visual. Isso é o impacto da Pintura, um retrato da realidade vista pelo olhar de alguém.

Com a Fotografia acontece o mesmo, só que a ferramenta é diferente. Enquanto os pintores usam tinta, os fotógrafos usam as câmeras e arquivos digitais – ou, como era no passado, os filmes. Ambos tem a mesma intenção quando retratam uma imagem que querem mostrar ou dizer algo. Portanto, seja uma ou outra arte, você pode usar esse meio pra se comunicar com o mundo. E, se você tiver talento, ainda fazer disso sua fonte de renda e profissão. Interessante, não?

Esse artigo é o início desse mundo belo e impactante. Teremos muito, muito conteúdo para falar aqui também! Mas ó, não leia só sobre Artes Visuais…ainda que você siga esta carreira. Leia todas as outras áreas da Economia Criativa, assim você irá ampliar o seu conhecimento, repertório e entendimento de possibilidades de trabalho e pode ser mais uma gama de novos negócios que você poderá enxergar e aplicar no seu mercado. Então, devore os conteúdos de TODAS as áreas que você tiver um mínimo de interesse. Confia, valerá muito a pena!

Se você quiser saber mais detalhes sobre as outras áreas, acompanhe esta seção, atualizaremos conforme formos desenvolvendo os artigos. E se quiser falar com a gente ou sugerir algo que esteja curioso sobre o mundo das Artes Visuais não hesite em nos mandar e-mail. Ok?

Agora, pausa para a arte. Quero que descanse a mente, depois de tantas informações e veja como a artista plástica Illana Yahav conta suas histórias (se inspire e sinta!). Damos a dica: ela manipula areia numa mesa iluminada por baixo e cria histórias incríveis de se ver! Essa do cão e o homem é linda! Curta, foque, deixe rolar a sua imaginação junto com essa artista! E, se tiver filhos, chama-os pra assistir, eles vão adorar o au au e vibrar com a amizade entre o homem e seu amigo fiel. Clique aqui para ver!

Arte da capa: Priya Mistry

Áreas onde você pode
atuar em Publicidade e Marketing

Veja no infográfico abaixo as áreas onde você pode trabalhar com publicidade e marketing, com foco na comunicação.

QUAL É A MÉDIA DO SALÁRIO NOS ESTADOS BRASILEIROS?

Abaixo, a tabela de 2017 da FIRJAN, mostra um média salarial e a reorganizamos com design@ihcriei para facilitar o seu entendimento. Não há especificações das funções, então o que segue é uma média geral de dentro da área. Um dado muito subjetivo, mas que dá pra ter noção a nível de comparação entre os estados.

A média salarial no país fica em torno de R$6.653 (a média brasileira é de R$ 2.777,00), portanto, Publicidade e Marketing é uma das maiores de todas as áreas criativa. Note que os salários mais altos estão espalhados entre Distrito Federal (Norte), São Paulo e Rio de Janeiro (Sudeste), porém outros estados têm salário médio de mais de R$4.000. Para quem gosta do universo da Comunicação Instantânea com foco em PP&Marketing tem boas chances de ser muito bem remunerado! 😉

Na prática, a verba que vem para projetos publicitários são bem mais altas que aqueles que vem de outros segmentos, e um profissional freelancer ou microempreendedor da área criativa – e isso é realidade – só começa a ganhar dinheiro de fato quando entra na Publicidade. Outra forma de ganhar bem logo é trabalhar com nichos. Mas, isso dá um outro artigo. De imediato, é importante você saber que é na Publicidade onde estão os maiores budget de mercado – o dinheiro é maior. Por que? Bom estamos falando de empresas que estão investindo seu dinheiro para distribuir e divulgar um produto ou serviço para….gerar lucro! Logo, é um bom investimento! Como hoje estamos buscando diversidade, criatividade, interatividade e criação de ações que nos prendam atenção, esse mercado é um delicioso espaço para usar a criatividade em todos os níveis! E, para criativos empreendedores, é bom você se ligar nessa área, mesmo que não trabalhe diretamente com ela para que possa usar como estratégia em sua carreira ou negócios.

Um segmento que envolve Publicidade e Marketing e traz muito engajamento – além de ter um custo geralmente baixo e que pode gerar alto impacto – é o Marketing de Guerrilha, pouco difundido, usado ou valorizado pelas empresas no Brasil e pelos próprios publicitários e criadores. Quem foca nessa área, pode ter um grande diferencial ainda nos dias de hoje! A atividade por si só, exige muita criatividade e o resultado é de muito engajamento e a tão sonhada viralização – se der certo, é claro. Uma referência nesse assunto é o brasileiro Andre Rabanea, criador da Torke+cc e agora com novo projeto a BillytheGroup, uma aceleradora de empresas criativas, disruptivas e inovadoras, que estamos curiosos em saber mais… Aliás, avisamos desde já que esse criativo publicitário-empreendedor estará em nosso filme “Por que a Criatividade?”. Hey! Foco! Faltou falar o que é Marketing de Guerrilha… bom, vamos a um exemplo prático, depois, anota aí, mais um artigo exclusivo sobre isso será escrito para o portal.

“O Jantar da Vingança” para o Reclame Aqui é um belo case – dentro do Marketing de Guerrilha é muito comum essa ideia de câmeras de escondidas para registrar uma experiência real. Assista e veja como o vídeo real, o storytelling te prende e te surpreende com estratégica mensagem do que a marca quer te dizer (e neste caso, dizer algo aos campeões de reclamações!). Clique aqui para ver.

Arte da capa: Selin Tahtakılıç

Onde posso estudar
Publicidade e Marketing?

A área de publicidade é um terreno de leões, mas se você é destemido pode se dar muito bem! É preciso ser bem comunicativo pra poder vender a sua ideia para o cliente pensando na melhor forma de vender o produto dele, além de ser muito útil se souber ao menos o básico das ferramentas de edição de foto, nem que seja pra fazer uma colagem mega simples. Ter o que mostrar é vantajoso demais! Outra coisa é estar bem antenado ao mundo ao redor, as tendências e o que o consumidor daquele produto gostaria. Por exemplo, ninguém aguenta mais propaganda com mulheres estereotipadas, com pouca roupa andando por aí como se não tivessem mais o que fazer. Estamos numa época onde ouvir as minorias – e representá-las é muito importante, então estar atento ao seu redor vai ser muito muito importante!

A maneira de se chegar na carreira é fazer a faculdade de Publicidade e Propaganda que dura em média por volta de 4 anos na maioria das faculdades. Destacamos – lembrando, fonte de pesquisa e não da nossa experiência! – a ESPM de São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro, a UnB em Brasília,  e a Unidade Federal de Goiânia, para citar algumas ao redor do país. Esse é um curso bem fácil de achar em vários lugares, depende se você consegue pagar por uma privada ou prefere tentar alguma pública. Vai do gosto do freguês. 

Você vai começar com um estágio enquanto estiver na faculdade em alguma agência. Existem no país agências grandes e pequenas, das mega organizadas até as mega bagunçadas. Saiba que aquela coisa de hora de bater o ponto não existe aqui – e na maioria das áreas criativas. As vezes o cliente cisma que precisa de X coisa pro dia seguinte, e é pro dia seguinte mesmo. As áreas são variadas, indo desde pesquisa de mercado onde você vai estudar como o consumidor lida com tal produto ou assunto, criação em design, audiovisual, música, e hoje em dia também com produção para a internet, não só com os Ads, mas voltado para trabalhar a identidade da marca (Branding).

Uma das dificuldades a serem enfrentadas no mercado é a organização. Muitas agências são criadas até dentro da faculdade, sabe com aquele grupo de amigos? Ai junta uns criativos, tudo lindo maravilhoso, começa a chegar cliente e quando vê você nem fez um contrato direito. Ponha o pé no chão e se organize pra não dar problema, seja você um freela ou contratado. Outra são os valores exorbitantes que os clientes dão pras agências, mas que costumam não chegar por exemplo no estagiário. A distribuição obviamente é diferente, mas precisa-se ter em mente o valor do seu trabalho para não acabar ganhando menos do que deveria. 

Arte da capa: Yukai Du

Como está o mercado
de publicidade e marketing?

Vamos aos dados, que também são hiper importantes para nos situarmos e saber como anda o cenário no mercado de trabalho. Segundo pesquisa da Firjan, a área teve um crescimento no número de profissionais formais (9,5%) em dados de 2015-2017, embora o salário tenha caído 2.5%.

O destaque tem ido para funções que lidam com pesquisa e comportamento do consumidor, como Analista de Pesquisa Mercado (+42%), Analista de Negócios (+23%) e Relações Públicas (+13,5), esta última focada na imagem da empresa ou empreendedor se tornaram muito importantes e estratégicas para qualquer empresa que cria uma estratégia de marketing para seu negócio.

E PARA AONDE VAI MERCADO?

Hoje a publicidade está diante de uma grande oportunidade e três desafios. A oportunidade é a de alargar o seu trabalho, indo além dos tradicionais veículos de exibição: imprensa, TV e outdoors (cartazes e painéis de rua), e passando a novas relações, de alta tecnologia ou não, através dos quais as organizações atingem seus clientes, inserindo logotipos – e criando inúmeras ações em áreas que antes eram desprovidas de propaganda – ambientes como eventos, rua, elevadores, Espaços de Convivência, mundo digital…nossa é uma variedade só! A Internet e as redes sociais, além das áreas de evento, ações de marketing de guerrilha, entre outros são um prato cheio para marcas e empresas interagirem com seu público-alvo.

Grandes agências estão conseguindo mais receitas através da internet e com patrocínios do que com anúncios destacados – até porque é muito mais interessante você optar por um veicúlo que te passa números precisos, dados e uma série de outros fatores relevantes para melhorar da comunicação ao produto. Além disso, os investimentos em publicidade nunca estiveram tão fragmentados. Como assim? Para que gastar 100 mil reais em uma campanha, se eu posso gastar 4 campanhas diferentes, 25 mil reais cada e ter maior diversidade, amplitude e assim, correr menos riscos de investimentos? Portanto, de cara, você já deve saber alguns dos desafios que vem pela frente:

  1. Aprender “novas” habilidades de marketing (como o marketing digital que continua sendo extremamente importante para todo mundo que trabalho com publicidade, propaganda, conteúdo) e de merchandising (ao menos para agências).
  2. Concorrer com as várias empresas de design e de estratégia, até mesmo produtoras audiovisual e de conteúdo que já possuem estas habilidades e são capazes de se concentrar em novos conceitos e ideias e subcontratar o resto.
  3. Estudar, entende e praticar o Marketing de conteúdo para se comunicar com o seu público-alvo.
  4. Descobrir novas tecnologias que podem construir para se relacionar e captar dados e informações importantes para que a relação com o seu público-alvo seja cada vez mais qualificada.

Propaganda está ligada tanto ao Direito Autoral, quanto a Marcas no mundo da legislação. Ou seja, as agências não criam apenas novos trabalhos com direitos autorais como também são usuárias de trabalhos existentes – por exemplo na compra de imagens em bancos para criação de peças publicitárias. Ela não apenas produzem conteúdos, como também criar marcas e nomes comercias.

Antigamente a agência não só criava como também comprava o espaço de mídia. Hoje em dia, uma agência criativa elaborará a campanha e outra poderá comprará os espaços de mídia. Por exemplo, na área de audiovisual, quem vende o filme, não é o criador dele, e sim um agente ou agência que faz o intermedio de venda para a distribuição desse conteúdo criado. Ou, se a propaganda é para Internet, é necessário alguém que conheça sobre Ads (propaganda em redes sociais e plataformas) para que o dinheiro gasto neste espaço seja certeiro. Agências atuam mais com grandes marcas e empresas que precisam dar conta de uma enorme comunicação. Mas, hoje em dia, muitas empresas lidam direto com os produtores…e inclusive os produtores também são criadores das ideias….uma mudança e miscelânia de deixar qualquer agência louca! Já médias e pequenas empresas preferem – até porque não tem grandes verbas – tratar direto com os produtores criativos as ideias que querem divulgar.

E aí, quem distribui? Aí que entram os especialistas em Ads, um assunto pra outro post!

Arte da capa: Anastacia Sholik

Áreas para trabalhar em Arquitetura

Se você ama criar, transformar e melhorar os ambientes, essa profissão é pra você! Para começar a entender, leia o infográfico que mostra algumas áreas dentro dessa categoria que você pode trabalhar.

2. COMO ESTÁ O MERCADO NO BRASIL?

Segundo a FIRJAN 2019, com dados coletados em 2015-2017, o setor de Arquitetura tem sofrido uma queda, embora os salários se mantenham alto. Em 2015, 113.500 empregos formais, e em 2017, 94.800 de pessoas trabalhando em regime CLT ou público. O salário se manteve em torno de R$ 8.385. Veja a tabela abaixo:

Abaixo, a tabela de 2017 da FIRJAN, mostra um média salarial e a reorganizamos com design@ihcriei para facilitar o seu entendimento. Não há especificações das funções, então o que segue é uma média geral de dentro da área. Um dado muito subjetivo, mas que dá pra ter noção a nível de comparação entre os estados.

A área também é uma das mais bem pagas dentro das áreas criativas com salários que podem chegar a R$12.974 (Distrito Federal) e mínima de R$6.223 (Mato Grosso) e Santa Catarina (R$6.546). Ainda assim, sempre que se faz um relatório nota-se o que melhorou e o que piorou na área, ainda que os resultados sejam superiores ao da média de outras indústrias brasileiras.

Por exemplo, segundo a Firjan, quando ocorre declínio na Arquitetura é por causa do cenário econômico – que afeta e sempre afetou a área diretamente. Quando ocorre a redução do poder de compra das famílias – que deixam de investir em bens de maior valor agregado – e a redução de investimentos, a Construção Civil é afetada, o que traz efeitos negativos para o segmento de Arquitetura. Atualmente já se vê um movimento contrário ao de compra de imóveis para moradia, ficando mais atrativo para investidores. A ideia é: comprar pra quê? Vamos alugar!

Como assim? É como a gente pensa também.

A Arquitetura que era feita até então, ou seja, o tipos de construções, estruturas, e designs que atendiam a um estilo de vida sócio e econômico mudou. Os Hábitos Human+Tech mostram que as pessoas não querem mais viver em lugares enormes, isolados, com valores altos e tudo mais. Isso é para os de outros tempos. A nova geração quer liberdade, lugares enxutos e práticos. Muitos optam pelo minimalismo. Querem lugares onde possa circular, mas se encontrar, se relacionar e, ao mesmo tempo, com design modernos ou aconchegantes. Esses novos lugares e estruturas denominamos a criação Espaços de Convivência é que interessam aos novos “compradores”. Morar ou trabalhar em um lugar inteligente e onde você possa se relacionar melhor com as pessoas que ali convivem ou habitam. Essa é nossa VISÃO. Estamos buscando cada vez mais informações sobre esse novo estilo de vida.

PARA ONDE ESTÁ INDO O MERCADO?

A categoria chamada CONSUMO pela Firjan, uma classificação diferente da nossa ( (nós chamamos Arquitetura, Urbanismo, Paisagismo e Mobilidade Humana de Espaços de Convivência) , toma a Arquitetura sendo um bem de consumo, mas a gente vê de uma outra forma também. Onde vivemos, trabalhamos e estamos, não é um consumo no quesito obtenção de algo para si, a verdade é que não queremos consumir algo para ter, melhor alugar – e por um preço justo – algo que se fossemos obter pagaríamos uma fortuna e seríamos excluídos? A gente quer inclusão. Talvez em um terceiro momento da vida, podemos ter o desejo de ter o próprio imóvel, mas será bem diferente do modelito do passado, e no presente, sentimos maior necessidade de compartilhar, trocar, dividir….queremos nosso cantinho? Sim, mas nada de excessos ou estruturas desnecessárias que causaram modificação abrupta em uma região, ambiente ou local. A nova geração Z – e as outras anteriores a ela – estão experimentando essa nova forma de viver, estar e dividir e estão vendo não vale mais a pena passar 20 anos pagando um imóvel, porque talvez, daqui a 20 anos você esteja ou queira morar em outro lugar (aliás isso é cada vez mais provável e comum). Portanto, a área da Arquitetura assim como outras criativas precisa trazer essas novas opções.

Aqui no Brasil, cadê o movimento das Tiny Houses crescente nos EUA e na EUROPA? Ou então, cade construtoras como a VITACON que já entenderam que as pessoas passam a ver que um imóvel está sendo visto muito mais como um serviço do que um bem? É por isso que ela está revolucionando o setor. A empresa segue na direção de criar uma moradia com membership. “Temos essa leitura de que nosso negócio deve seguir na direção de um modelo de filiação ou clube, com foco na prestação de serviços em vez da venda em um apartamento, não acreditamos mais nesse modelo no qual a pessoa se endivida por 30 anos”, disse à revista Consumido Moderno, Alexandre Frankel, fundador e CEO da Vitacon.

Entrar nesse mercado pode não ser muito fácil, por isso é bom já começar logo no início do curso procurando estágios em escritórios. Crie um portfólio de seus trabalhos – mesmo que sejam os da faculdade – e procure também fazer alguns trabalhos voluntários com moradias populares, ONGs precisando de arquitetos, etc. Assim você vai tendo coisas pra colocar no portfólio conforme avança na carreira. E sempre busque referências: vá a eventos, novos lugares, cidades e se possível países diferentes, esteja sempre em contato com outras culturas para ter uma bagagem incrível e mega útil na hora de realizar um projeto. 

E aí, povo da Arquitetura, entendeu? Vamos mudar, porque a coisa já mudou!

Arte da capa: Scott Balmer

Onde estudar Design Gráfico?

Você adora ver designs, imagens montadinhas com aquela paleta de cores e fontes bem arrumadas por ai e pensa que essa praia sua pode virar uma carreira, mas ai para e não tem ideia de onde estudar? Vem com a gente!

Várias empresas exigem que você tenha uma formação acadêmica, embora hoje em dia você também pode ser um sucesso na carreira se decidir aprender por conta própria – com vídeos-tutoriais, internet em geral, livros, cursos livres – e ter um portfólio bonito pra mostrar. Como sempre gostamos de avisar, quando indicamos cursos, achamos eles através das nossas pesquisas e não pela nossa experiência, então não podemos afirmar se eles são realmente bons. Das faculdades públicas, a USP, em São Paulo, a Federal do Rio Grande do Sul e a Federal do Ceará são destaques. Se preferir uma instituição privada, pode cursar Design Gráfico no Senac (em vários lugares no país), na Cruzeiro do Sul (presencialmente ou a distância), Faculdade Pitágoras, em Minas Gerais, entre outras, como a EBAC (Escola Britânica de Artes Criativas) e a AD Miami School, em São Paulo que, embora sejam escolas mais caras, a EBAC por exemplo sempre está promovendo eventos, workshops, e coisas muito legais gratuitas para quem quer entrar no mundo das Artes, fazer networking e aprender mais sobre o mercado e a carreira. Ambas nós conhecemos presencialmente e parecem ser muito boas como instituição de ensino.

Vale a pena pesquisar! Se você conhecer outras escolas bacanas, por favor, nos avise por e-mail.

Arte da capa: Yukai Du